sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Encontro da Rede Externa de Atendimento do Educando da cidade de Jaguari


No dia 17/01/2014, aconteceu um encontro no Instituto Estadual de Educação Professora Guilhermina Javorski, que reuniu diretores das Escolas Estaduais, Municipais, Conselho Tutelar, Brigada Militar, CRAS, CREAS, APAE, PIM, Abrigo Municipal, Assistência Social, Secretaria da Educação, entre outros, com a finalidade de realizar uma conversa sobre a criação dos dispositivos de proteção às crianças e adolescentes (menores de idade), que se encontram em situação de vulnerabilidade. Dentre os assuntos falados, foram citadas as competências, as metas e também o que está sendo feito em nosso município em relação aos enfrentamentos dos problemas que surgem diariamente na população infantil e juvenil.

O referido encontro foi conduzido pelas professoras Cláudia e Maristela da 8ª Coordenadoria Regional de Educação de Santa Maria. Houve uma interação entre os participantes e as professoras, que ficaram muito felizes em saber que Jaguari desenvolve um trabalho bem avançado nesse sentido.
 
 

 
Nos depoimentos foram citadas soluções para os problemas que acontecem e, o comandante Rechia destacou o trabalho realizado pela Brigada Militar através do PROERD e da Brigada Mirim. 


 

Texto e fotos: Blog da Escola Guilhermina Javorski

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Prefeitura Municipal de Jaguari doa terreno para construção do Fórum



       Prefeitura de Jaguari doa área ao Poder Judiciário para construção do novo prédio do Fórum local
 
         Em cerimônia realizada na tarde de quarta-feira, 29, nas dependências do Centro Administrativo Municipal de Jaguari, o prefeito João Mário Cristófari realizou a assinatura da escritura de doação de uma área urbana de 1.500 metros quadrados para o Poder Judiciário, com a finalidade de que ali seja construído o novo prédio do Fórum local. A área doada, localizada próximo a prefeitura, foi desapropriada pelo município.

          O investimento do município nesta doação foi de R$ 145 mil. O ato teve a aprovação da Câmara de Vereadores, e a doação foi sancionada pela Lei Municipal nº 2.921 de 7 de dezembro de 2012. A construção do novo prédio do Fórum de Jaguari está orçada em R$ 6 milhões. A obra com três pavimentos terá uma área construída de 1.277 metros quadrados.

         Durante seu pronunciamento na cerimônia de assinatura da escritura de doação, o prefeito João Mário Cristofari destacou que estava concretizando mais uma ação de transformação no município. “Isso faz parte de nossas atribuições como ente federado. Esperamos também que o estado possa nos auxiliar quando nós precisarmos”, manifestou o prefeito. Ele aproveitou para solicitar ao Poder Judiciário que seja parceiro do município no projeto de instalação de câmeras de monitoramento na cidade, buscando ampliar as ações de combate a criminalidade, e garantindo mais segurança a população.

          Por fim, o prefeito Jaguariense manifestou seu desejo de estar presente na inauguração do novo prédio do Fórum local. “Meu mandato se encerra no dia 31 de dezembro de 2016. Eu quero estar presente nessa inauguração. Esse é o meu desejo”, ressaltou o chefe do executivo municipal de Jaguari. Após a cerimônia, as autoridades presentes a cerimônia foram convidadas a visitar a área onde será construído o novo prédio do Fórum local.

 

CARNAVAL DE JAGUARI SERÁ MONITORADO POR CÂMERAS

 
         Uma das atrações do Carnaval de Rua de Jaguari e que contribuirá em muito para a segurança e tranqüilidade dos foliões que estarão presentes este ano no evento, será a instalação de câmeras de monitoramento na cidade. Serão  instaladas mais três novas câmeras de monitoramento, uma delas nas proximidades do Instituto Estadual de Educação Guilhermina Javorski, na Avenida Severiano de Almeida, palco do carnaval de rua. A outra deverá ser implantada na esquina das avenidas Severiano de Almeida e 7 de Setembro e uma terceira será instalada na esquina das avenidas 7 de Setembro e Júlio de Castilhos, onde estão localizadas instituições bancárias como: Banco do Brasil, Banrisul e Sicredi.
        Já encontra-se instalada uma primeira câmera de monitoramento na esquina das ruas 7 de Setembro e Carlos Callegaro, no Calçadão de Jaguari, como projeto piloto, e que vem servindo para o monitoramento da região central da cidade, num raio de 600 metros.

        Na tarde de quarta-feira, 29, o prefeito João Mário Cristofari esteve reunido em seu gabinete com o vice-prefeito Sidi Santos, com a delegada de Polícia Fernanda Seibel Aranha, com o comandante da Brigada Militar Tenente Alcemar Réchia, com a presidente da Câmara de Vereadores Cátia Siqueira e com o presidente da Associação Comercial e Industrial José Luis Limana. Na pauta do encontro, a instalação das novas câmeras de monitoramento da cidade.

 

domingo, 26 de janeiro de 2014

PRISÃO POR TRÁFICO DE DROGAS EM JAGUARI


       ATRAVÉS DE UMA DENÚNCIA ANÔNIMA FEITA POR UM USUÁRIO DE DROGAS À POLÍCIA CIVIL, INFORMANDO QUE UM TRAFICANTE CONDUZINDO UM CAMINHÃO COM PLACAS DE SÃO VICENTE DO SUL, CARREGADO COM MELANCIAS, CHEGARIA COM UM CARREGAMENTO DE DROGAS PARA SER VENDIDA NA CIDADE, FOI FEITO CONTATO PELO POLICIAL CIVIL COM A BRIGADA MILITAR QUE, EM CONJUNTO, FIZERAM A OPERAÇÃO, SENDO ENCONTRADO EM UMA BOLSA 5 TROUXINHAS DE COCAÍNA, COMPROVADA ATRAVÉS DA PERÍCIA FEITO COM REAGENTE QUÍMICO, TOTALIZANDO 19,23 GRAMAS, 1 TIJOLO DE MACONHA PESANDO 215,32 GRAMAS E R$ 1.415,75 REAIS EM MOEDA CORRENTE. O TRAFICANTE FOI AUTUADO EM FLAGRANTE E RECOLHIDO AO PRESÍDIO ESTADUAL DE JAGUARI, ONDE FICARÁ A DISPOSIÇÃO DA JUSTIÇA.


 
                                                            DROGAS E DINHEIRO

 

 CAMINHÃO COM O CARGA DE MELANCIA E DROGAS

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A BRIGADA MILITAR ORIENTA


Pessoas (criminosos) estão em Santiago e provavelmente na região, tentando aplicar o velho e conhecido golpe do BILHETE DE LOTERIA PREMIADO. Por essa razão observe algumas orientações:

- Ao ser abordado(a) por pessoas desconhecidas desconfie;

- Cuidado com os objetos que você carrega nas mãos e as mulheres, em especial, mantenham a bolsa junto ao corpo;
 

- Esteja atento(a) e não aceite promessas "vantajosas". Por melhores que  sejam;

- Não forneça dados pessoais a desconhecido(a);

     Se for abordado(a) com tais promessas, desconfie, e procure memorizar as características dos indivíduos. E informe imediatamente a polícia.

Fonte: Blog do 5º RPMon
 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Relatório das principais ocorrências atendidas pela Brigada Militar de Jaguari entre o dia 15 e 21 de janeiro de 2014.


AMEAÇA / INJÚRIA
As 16:00 hs do dia 18 de janeiro, a Brigada Militar foi solicitada a comparecer no Balneário Fernando Schiling  onde um cidadão relatou que estava no bar, quando chegou um jovem e passou a ofendê-lo com palavras de calão e mostrou-lhe uma faca, colocando em seguida na mochila. Já o jovem afirmou que se manifestará somente em juizo. Foi apreendida uma faca com aproximadamente 18 cm de lâmina. Foi confeccionado Termo Circunstanciado, ficando os envolvidos notificados e compromissados à comparecerem em juízo.

LESÃO CORPORAL
As 21:35 hs do dia 18 de janeiro, compareceu na Brigada Militar um cidadão e relatou que estava na sua mãe, quando chegou seu irmão e começou a ofender sua filha, que não estava no local. Afirma que se retirou e quando estava chegando a sua residência, o acusado lhe agrediu com um ferro, atingindo braço e pescoço. Foi confeccionado boletim de ocorrência Policial.

LESÃO CORPORAL CULPOSA NA DIREÇÃO DE VEÍCULO
As 10:55 hs do dia 19 de janeiro, compareceu na Brigada Militar um senhor e relatou que estava passando na faixa de pedestre próximo a igreja matriz, quando um veículo de cor branca desceu em alta velocidade e lhe atingiu no antebraço esquerdo, causando uma pequena lesão. Afirmou que o referido veículo não parou na faixa nem o condutor prestou socorro. Foi confeccionado boletim de ocorrência Policial.

LESÃO CORPORAL
As 13:45 hs do dia 21 de janeiro, a Brigada Militar foi solicitada a comparecer na Rua Ingá, Bairro Consolata, onde um cidadão relatou que estava em um bar, quando sua ex-companheira chegou ao local com uma faca e lhe agrediu, causando uma lesão na cabeça, que conseguiu retirar a faca dela e em seguida chamou a Brigada. A acusada não estava mais no local. Foi confeccionado boletim de ocorrência Policial.

 INFRAÇÕES DE TRÂNSITO
No dia 18 de janeiro, foram autuados um veículo Fiat / Strada e um Renault / Clio pelo Art. 167, deixar o condutor de usar o cinto segurança e outros 17 veículos pelo Art. 186, inciso I, transitar pela contramão de direção em via com duplo sentido de circulação;
        
No dia 21 de janeiro, foi autuado um veículo Citroen / Xsara Picasso pelos Art. 181, inciso XVII, estacionar em desacordo com a regulamentação especificada pela sinalização e pelo Art. 181, inciso XV, estacionar na contramão de direção;


SEGURANÇA PÚBLICA, DEVER DO ESTADO,
DIREITO E RESPONSABILIDADE DE TODOS

“BRIGADA MILITAR, A FORÇA DA COMUNIDADE”

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Relatório das principais ocorrências atendidas pela Brigada Militar de Jaguari entre o dia 07 e 15 de janeiro de 2014.


          ACIDENTE DE TRÂNSITO COM DANOS MATERIAIS
         As 11:45 hs do dia 10 de janeiro, durante patrulhamento a Guarnição de Serviço constatou o abalroamento envolvendo dois veículos Fiat Strada, na esquina da Rua General Osório com a Rua Prefeito Luis Farinati, sendo confeccionado boletim de ocorrência de trânsito.

FURTO
         As 05:20 hs do dia 11 de janeiro, a Brigada Militar foi solicitada a comparecer na Rua 16 de Agosto, Bairro Sagrado Coração de Jesus, onde uma cidadã relatou que foi subtraído de sua bolsa a quantia de R$ 115,00 reais e apontou como acusado um homem que estava no local. Já o homem relatou que pegou a quantia e devolveu a metade. Pelas circunstâncias do fato, foi confeccionado boletim de ocorrência Policial pela Brigada Militar.

         ACIDENTE DE TRÂNSITO COM DANOS MATERIAIS / DIRIGIR VEÍCULO EM VIA PÚBLICA, SEM A DEVIDA PERMISSÃO  OU HABILITAÇÃO, GERANDO PERIGO DE DANO / DESOBEDIÊNCIA
         As 00:10 hs do dia 11 de janeiro, a Guarnição de Serviço, durante patrulhamento, desconfiou de um veículo VW Logus, ao qual foi dada ordem de parada, mas o condutor empreendeu fuga com o veículo. Foi realizado acompanhamento sendo que na Rua Sete de Setembro, perdeu o controle da direção e adentrou na praça de prefeitura. Foram abordados e identificados três jovens da cidade de São Vicente do Sul, todos menores de idade. O condutor foi apreendido por ato infracional e todos foram conduzidos à delegacia para registro do fato. O veículo foi removido ao guincho por não apresentação de condutor habilitado.

         ACIDENTE DE TRÂNSITO COM DANOS MATERIAIS
         As 10:20 hs do dia 15 de janeiro, a Brigada Militar compareceu na esquina da Rua Sete de Setembro com a Rua Julio de Castilhos para atender o abalroamento envolvendo um veículo GM / D-20 e um Ford / 350, ambos deslocavam pela Júlio de Castilhos em direção ao centro. Foi confeccionado boletim de ocorrência de trânsito.

 INFRAÇÕES DE TRÂNSITO
         No dia 10 de janeiro, foram autuados um veículo Fiat / Uno pelo Art. 252, inciso VI do C.T.B., dirigir veículo utilizando-se de telefone celular e um Ford / KA pelo Art. 186, inciso I, transitar pela contramão de direção em via com duplo sentido de circulação;
        
         No dia 12 de janeiro, foram autuados:
         - um veículo VW / Logus pelos Art.195,  desobedecer às ordens emanadas da autoridade competente de trânsito ou de seus agentes, Art. 162, inciso I, dirigir veículo sem possuir CNH ou Permissão para Dirigir, Art. 164 c/c 162, inciso I, permitir posse e/ou condução do veículo a pessoa sem CNH ou PPD e pelo Art 165, dirigir sob influência de álcool;
         - um veículo Fiat / Siena pelos Art. 181, inciso XVII, estacionar em desacordo com a regulamentação especificada pela sinalização e pelo Art. 181, inciso XV, estacionar na contramão de direção;
         - um veículo Ford / KA pelos Art. 181, inciso XVII, estacionar em desacordo com a regulamentação especificada pela sinalização, pelo Art. 181, inciso XV, estacionar na contramão de direção e pelo  Art. 230, inciso V, conduzir o veículo registrado que não esteja devidamente licenciado, sendo removido ao depósito do Detran;
         - uma motocicleta Kasinski pelos Art. 162, inciso I, dirigir veículo sem possuir CNH ou Permissão para Dirigir e pelo Art. 164 c/c 162, inciso I, permitir posse e/ou condução do veículo a pessoa sem CNH ou PPD.


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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

JORNAL DO COMÉRCIO - Atitude da Brigada nos protestos foi exemplar, diz coronel Fábio

 
 
JORNAL DO COMÉRCIO - Atitude da Brigada nos protestos foi exemplar, diz coronel Fábio (ENTREVISTA ESPECIAL - 13/01/2014 - páginas 18 e 19)

       O coronel Fábio Duarte Fernandes assumiu em fevereiro do ano passado o Comando-Geral da Brigada Militar (BM). Aos 52 anos, o militar alcançou o posto maior da polícia ostensiva gaúcha e, quatro meses depois, teve de comandar as ações de policiamento na maior onda de manifestações populares ocorridas no País nos últimos 20 anos. Os protestos colocaram em xeque a atuação da BM, que foi duramente criticada por ações truculentas, com uso excessivo de bombas de gás lacrimogêneo e restrição às atividades de quem queria registrar suas ações. A realização da Copa do Mundo deve provocar mais mobilizações populares no meio deste ano, o que, mais uma vez, colocará o trabalho da Brigada no foco das atenções.
        Fernandes recebeu o Jornal do Comércio em seu gabinete e, em uma hora de entrevista, falou sobre a atuação da corporação nos eventos de junho de 2013, a saída da polícia de dentro dos presídios, os efeitos do incêndio na boate Kiss no trabalho do Corpo de Bombeiros e a desmilitarização das polícias no Brasil.

   JORNAL DO COMÉRCIO - Qual o balanço da atuação da Brigada nas manifestações de junho?

   Coronel Fábio Duarte Fernandes - As manifestações foram um fenômeno que ainda vamos analisar por muito tempo. A forma como os grupos se uniram a determinados propósitos é muito significativa. Acho que a Brigada teve uma postura exemplar. Tivemos um momento em que havia 10 mil manifestantes e cinco mil policiais, e o saldo de feridos nesses episódios é ínfimo. Não se tem registro de nenhum ferido grave por parte da Brigada. Nós, por outro lado, tivemos quatro ou cinco servidores gravemente feridos. Tivemos até um falecimento, de um servidor que foi atropelado em uma rodovia. Acho que conseguimos compreender aquele momento histórico, respeitar o direito de manifestação e dosar a ação na medida em que os atos de vandalismo se aceleraram. O servidor da Brigada conseguiu compreender a importância do papel dele na democracia. Por isso eu digo que o nosso esforço é em buscar a polícia da sociedade democrática. A polícia é importante para a democracia, mas ela também tem de respeitar os direitos e as garantias das pessoas. O ministro da Justiça (José Eduardo Cardozo, PT) disse que a BM foi a polícia que melhor atuou nas manifestações no País, e eu concordo com isso.

   JC - Em razão dos anos sem grandes protestos, a BM estava desacostumada a lidar com eventos do tipo?

   Cel. Fábio - A forma como as manifestações aconteceram foi diferenciada. Não havia uma liderança definida, um partido político ou um sindicato. Não havia uma identidade no movimento. Cada um ia se manifestar pela sua própria vontade. A polícia se sentiu, em um primeiro momento, surpreendida. Aliás, não só a polícia, mas todos. A Brigada conseguiu, de acordo com a gestão de seus comandantes e a compreensão dos servidores da importância do seu papel na democracia, conduzir-se de uma maneira exemplar, embora com alguns problemas. O trabalho não foi nota 10, mas a sociedade reconhece que foi exitoso.

   JC - A imagem das polícias militares ficou arranhada em razão dos casos de abusos registrados em todo o País. Como reverter esse quadro?

   Cel. Fábio - O governador (Tarso Genro, PT) já determinou a criação de uma Câmara de Concertação. Fizemos uma audiência nesses moldes, em que os protagonistas das manifestações dialogam com os policiais. O governador foi muito feliz nessa proposta. Ela traz a compreensão por parte do manifestante do papel da polícia e traz para o policial a melhor compreensão do papel que a sociedade espera dele. Sou um servidor público, não sou uma autoridade. Tenho de prestar serviço público, é ali que está o meu capital social. Essa Câmara de Concertação é um espaço que vamos efetivar.

   JC - Um ponto que gerou revolta foi o fato de diversos brigadianos atuarem sem identificação em seus uniformes.

   Cel. Fábio - Concordamos com a reclamação. Os nossos regulamentos de uniforme não preveem isso, mas é da cultura militar. Imediatamente, já determinamos que todos os servidores se identifiquem, embora a instituição tenha os seus mecanismos para fazer isso por meio das escalas de serviços. É um direito do cidadão. A premissa para os servidores é de que, se irão realizar uma ação que não pode ser filmada ou fotografada, então não façam. Devem refletir sobre ela para ver se deve ser executada ou não. Se tu estás filmando a ação de um policial, não tem problema, eu não estou fazendo nada de errado. O máximo que eu posso perguntar é se o cidadão abordado permite que seja filmado. Isso dá, inclusive, segurança para a atividade do policial. Claro que isso é um processo de transformação cultural e de compreensão da postura do policial em relação à sociedade.

   JC - Nos protestos do dia 7 de setembro, o sub-comandante-geral, coronel Silanus, chegou a dizer que a não identificação se dava por falta de recursos financeiros.

   Cel. Fábio - O fardamento não tinha previsão de nome. Então, o orçamento não previa a compra. Conversamos com os oficiais e achamos condições de fazer essa identificação.

   JC - Quais foram os erros da BM durante os atos de junho?

   Cel. Fábio - Fomos aperfeiçoando as nossas ações. No primeiro dia, perdemos um ônibus incendiado, e uma guarnição ficou cercada por manifestantes. Houve também uma depredação no Instituto de Identificação, na avenida João Pessoa. Isso tudo por um erro estratégico de emprego de tropa. Essa questão da falta de identificação nos uniformes também não foi perceptível pelo comando, poderíamos ter nos antecipado.

   JC - O caso do mascote da Copa, em outubro de 2012, foi, de certa forma, um estopim para essa relação conflituosa entre alguns grupos de manifestantes e a BM?

   Cel. Fábio - O que nós buscamos fazer na gestão operacional durante as manifestações é proteger a tropa e proteger os manifestantes. Por exemplo, não autorizamos o uso de bala de borracha. Além disso, utilizamos estratégias táticas de emprego de tropa que não permitiam o contato direto do manifestante com o policial e isso faz com que o policial se sinta protegido. No caso do Tatu Bola, houve um sentimento por parte do policial de desproteção. E o ser humano que se sentir acuado, ameaçado, vai reagir. Aquele episódio é muito significativo por isso. Todos aprenderam com ele, sejam manifestantes ou policiais. O resultado, inegavelmente, poderia ter sido diferente. O que apareceu foi o policial preocupado com quem estava filmando. Isso, obviamente, é sinal de insegurança.

   JC - O senhor acredita que a Copa do Mundo neste ano possa motivar novos protestos?

   Cel. Fábio - Acredito sim. Acho que teremos menos manifestantes e mais violência. Tomara que eu esteja errado, mas acreditamos que será assim, e estamos nos preparando para isso.

   JC – Um tema que voltou ao debate no ano passado, defendido por pesquisadores, sociólogos e antropólogos, foi o da desmilitarização das polícias do Brasil. Como vê isso?

   Cel. Fábio - Acho interessante. O Brasil tem sérios problemas de ensino e os acadêmicos vêm discutir segurança pública ao invés de discutir o ensino. De qualquer forma, acredito que essa questão da desmilitarização se deve a uma forma ultrapassada de compreensão da polícia brasileira. A polícia é uma prestação de serviço público. Essa questão do militarismo na polícia brasileira é cultural e de gestão. Eu tenho facilidade para, por exemplo, atuar sobre um servidor que esteja em desvio de conduta. Tenho condições de fazer uma gestão mais qualificada. Eu não tenho direito de greve. Acho muito delicado um servidor público que usa arma, autorizado pela sociedade a usar arma, fazer greve. No momento em que se desmilitariza, teremos um contingente de servidores públicos armados com direito à greve. Acho que a sociedade tem de se preocupar com isso.

   JC - A desvinculação dos Bombeiros não está na pauta da Brigada Militar?

   Cel. Fábio – Hoje, temos São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia como os únicos estados em que o Corpo de Bombeiros é vinculado à polícia militar. Acredito que isso deva ser conduzido por meio de um processo, e não de forma abrupta. Estamos construindo condições para que o bombeiro se emancipe. Estamos investindo muito pesado. Mais de R$ 10 milhões foram investidos. Criamos um currículo específico. O edital de ingresso na Brigada é separado. Queremos apresentar uma lei de organização básica que vai colocar o bombeiro em outro status, em que ele passará a integrar o comando da instituição. Trabalhei 15 anos na atividade de bombeiro, sei o que é necessário e acho que essa questão da desvinculação, se ocorrer, deve ocorrer em um processo normal de crescimento da instituição, sem rupturas abruptas para que a sociedade não tenha prejuízo.

   JC - O que o caso Kiss mexeu com os Bombeiros, seja na questão da estrutura, seja nos procedimentos?

   Cel. Fábio - Mexeu muito. Mexeu com o País inteiro. Os servidores da instituição tiveram um sentimento de incapacidade muito forte. O Corpo de Bombeiros é uma instituição muito querida pela sociedade, que sofreu um processo de repúdio grande. A sociedade ainda não achou as respostas para aquela ocorrência. E o profissional bombeiro, via de regra, tem a resposta para dar à população. Bem ou mal, ele busca atender, arrisca a sua vida e resolve. Entretanto, aquela ocorrência causou um impacto muito grande e não teve resposta. Essa falta de condição de responder à sociedade é que nos abalou muito. Isso serviu para nos debruçarmos sobre o tema. Não acho que os bombeiros tiveram qualquer tipo de culpa. As falhas que ocorreram foram de vários atores. Naquele episódio, não encontramos as respostas, e acho que não vamos encontrar, pois não está no nosso conhecimento técnico responder. Mudamos alguns procedimentos, reavaliamos outros, mas não achamos necessárias mudanças profundas.

   JC - Quando será efetivada a saída da Brigada Militar de dentro do Presídio Central e da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ)?

   Cel. Fábio - Temos 1.115 servidores em atividade no sistema prisional, tanto na guarda interna quanto nas guardas externas. Existe uma anomalia, com a Brigada trabalhando na administração de cerca de 25% da população carcerária do Estado. Ao assumirmos o comando, procuramos o superintendente da Susepe (Superintendência de Serviços Penitenciários) e o secretário de Segurança e propusemos a saída dos presídios. Apresentamos um projeto de uma emenda constitucional, e ela já foi aceita pela Susepe e pelo secretário de Segurança. Estamos tramitando essa proposta, com disposição transitória, de que, em até cinco anos, a BM saia dos presídios. Hoje, a Brigada gasta R$ 1,3 milhão neste sistema.

   JC - Existe alguma prioridade de saída, a PEJ ou o Central?

   Cel. Fábio - Isso a Susepe terá de organizar. Eu, particularmente, acho que o sistema prisional deveria ser gerido pelo Judiciário, não pelo Executivo. O Judiciário é o executor da pena. O juiz de execuções penais não está vinculado ao Executivo. O Estado brasileiro deveria avançar nisso. Sei que as questões constitucionais são limitadoras, mas deveríamos avançar para que o Judiciário assumisse.

   JC - Sua saída do comando-geral no meio do ano e a ida para o Tribunal Militar está confirmada?

   Cel. Fábio - É uma decisão do governador, não minha. Não estou preocupado com isso. Estou preocupado em trabalhar e desenvolver um bom trabalho para que tenhamos, cada vez mais, a polícia da sociedade democrática. Temos outras preocupações. Não está no meu horizonte sair no meio do ano.

   JC - Críticas a respeito da existência das Cortes militares apontam para um corporativismo do órgão.

   Cel. Fábio - As críticas existem. O próprio Judiciário não está imune a elas. Não desconsidero isso, absolutamente. O Tribunal Militar é uma instituição importante. Para que o tribunal exista, é necessário que a polícia militar do Estado tenha mais de 20 mil servidores. Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais possuem polícias de referência no País e têm o tribunal. As instituições no Brasil estão se aperfeiçoando. Acho que isso faz parte do processo democrático que está se sedimentando no País.

   PERFIL
   Fábio Duarte Fernandes galgou postos rapidamente para chegar ao comando da Brigada Militar. Promovido a tenente-coronel em abril de 2011, levou pouco mais de seis meses, desde que foi alçado à patente de coronel, em junho de 2012, até ser conduzido pelo governador Tarso Genro (PT) à função de comandante-geral da tropa, em fevereiro de 2013. Servidor da BM há quase 32 anos, é graduado em Direito pela Uniritter, especialista em Segurança Pública e mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Antes de atuar como subchefe de operações da Casa Militar, função anterior à atual, trabalhou durante quase cinco anos como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa. Na área acadêmica, foi professor das disciplinas de Direito Administrativo e de Direito Constitucional no curso de Direito da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Torres, e também ministrou aulas na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí).

   JORNAL DO COMÉRCIO
   Reportagem: Juliano Tatsch
   Foto: Jonathan Heckler/JC

 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Principais ocorrências atendidas pela Brigada Militar de Jaguari entre o dia 01 a 07 de janeiro de 2014.

AMEAÇA – LEI MARIA DA PENHA
         A 01:00 h do dia 01 de janeiro foi solicitada a presença da Brigada Militar na Rua “C”, Bairro Promorar, onde uma senhora estava sendo ameaçada de morte pelo seu filho que se encontrava embriagado e quebrando a mobília da residência. A vítima foi conduzida a Delegacia de Polícia onde foram adotados os procedimentos legais.

ACIDENTE DE TRÂNSITO COM LESÕES CORPORAIS / DIRIGIR SEM HABILITAÇÃO / PERMITIR POSSE E/OU CONDUÇÃO DE VEÍCULO A PESSOA SEM HABILITAÇÃO.
         As 12:25 hs do dia 02 de janeiro a Brigada Militar compareceu na Rua Dante  Sesti, onde o condutor de um veículo Ford Escort perdeu o controle da direção, vindo a capotar e atingir a cerca de uma residência.  Ficaram feridos o condutor e o passageiro, com escoriações pelo corpo. Foi constatado que o condutor não possui Carteira Nacional de habilitação. Foram confeccionados Termos Circunstanciados ao condutor do veículo por dirigir sem habilitação, gerando perigo de dano e ao proprietário do veículo por permitir a posse e/ou condução do veículo a pessoa sem habilitação, ficando ambos notificados e compromissados a comparecer em juízo. Também foram expedidas as respectivas autuações pelas infrações de trânsito.
 
ACIDENTE DE TRÂNSITO COM LESÕES CORPORAIS NA BR 287
         As 13:20 hs do dia 02 de janeiro foi prestado atendimento no acidente próximo à divisa com São Vicente do Sul, onde um veículo Ford Focus aquaplanou na pista e capotou a margem da BR, resultando lesões no condutor que foi socorrido pela equipe do SAMU e encaminhado ao Hospital de Jaguari. Compareceu no local a Policia Rodoviária Federal para a qual foi passada a ocorrência
 


 INFRAÇÕES DE TRÂNSITO
No dia 02 de janeiro, foi autuado um veiculo Ford Escort pelo Art. 162, inciso I, dirigir veículo sem possuir CNH ou Permissão para Dirigir e  pelo Art. 164 c/c 162, inciso I, permitir posse e/ou condução do veículo a pessoa sem CNH ou PPD.

         No dia 03 de janeiro, foi autuada uma Honda Biz pelo Art. 162, inciso I, dirigir veículo sem possuir CNH ou Permissão para Dirigir; pelo Art. 164 c/c 162, inciso I, permitir posse e/ou condução do veículo a pessoa sem CNH ou PPD e pelo Art 230, inciso
V,  conduzir o veículo registrado que não esteja devidamente licenciado.

         No dia 06 de janeiro foi autuado um veículo VW Gol pelo Art. 252, inciso VI, dirigir veículo utilizando-se de telefone celular.

        
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

RELATÓRIO OPERACIONAL DO PELOTÃO DE JAGUARI REFERENTE AO MÊS DE DEZEMBRO


Confira os principais números:

Abigeato
01
Acidente de trânsito com danos materiais
05
Acidente de trânsito com lesões corporais
03
Agressão com lesão
02
Crime contra a fauna
01
Dano
03
Embriaguez
02
Encontro de cadáver
01
Furto qualificado
01
Furto simples
02
Lei 11.340 (Maria da Penha)
03
Prisões em flagrante ( DP ou Termos Circunstanciados)
18
Demais crimes ou contravenções ( ameaça, injúria, vias de fato)
05
Veículos fiscalizados
142
Veículos autuados
15
Autuações expedidas
22
Boletins de atendimentos
75
Boletim de ocorrência Policial
15
Termo Circunstanciado
07

 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

CÂMERAS AUXILIANDO NA SEGURANÇA

 
Já está em pleno funcionamento a primeira parte do sistema de vídeo monitoramento na área comercial de Jaguari, nas esquinas das Ruas Sete de Setembro com Carlos Calegaro.

 
 
 
 
Inicialmente instalado de forma experimental, agora está sendo operado diretamente das dependências da Brigada Militar e Polícia Civil, inclusive foi de grande valia na elucidação de alguns delitos ocorridos nas proximidades.

Estão em tratativas entre a Brigada Militar e entidades parceiras do município a implantação de mais câmeras em pontos considerados estratégicos.

Seguindo na direção do uso da tecnologia em prol da segurança, foram instaladas câmeras no presídio, que auxiliará o policial responsável pela guarda externa do local, na sede da Brigada Militar são cinco câmeras para segurança do aquartelamento, das proximidades e dos Policiais  plantonistas.


 
Central de monitoramento na BM
 
      As viaturas de serviço também foram dotadas de uma câmera portátil para gravação de abordagens, segurança do material quando do afastamento dos policias da viatura entre outras finalidades. 

 
Câmera da viatura